<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:coop="http://www.google.com/coop/namespace"
	>

<channel>
	<title>Centro Studi La Runa &#187; Portoghese</title>
	<atom:link href="http://www.centrostudilaruna.it/lingue/portoghese/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.centrostudilaruna.it</link>
	<description>Archivio di storia, tradizione, letteratura, filosofia</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 15:49:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Platão e a Revolução Européia</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/platao-e-a-revolucao-europeia.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/platao-e-a-revolucao-europeia.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 17:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Romualdi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[Estado]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional-socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Terceiro Reich]]></category>
		<category><![CDATA[totalitarismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=7855</guid>
		<description><![CDATA[O totalitarismo platônico não nasce somente da concepção do Estado como um macro-homem, como unidade orgânica, mas sim também da consciência da descomposição social, da crise da cidade grega que exigia soluções drásticas, medidas urgentes e coercitivas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/platao-e-a-revolucao-europeia.html' addthis:title='Platão e a Revolução Européia '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/romualdi48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Adriano Romualdi" /><br/><p style="text-align: justify;">Como já se indicou o totalitarismo platônico evoca, ainda que somente seja por analogias formais, o totalitarismo europeu contemporâneo. Tanto em um como em outro estamos perante a pretensão do Estado de guiar a vida do indivíduo, tanto em um como em outro uma idéia se situa no centro da vida com a pretensão de marcar todas as suas manifestações.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que Platão teria podido subscrever o slogan mussoliniano &#8220;Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado&#8221;. E é também certo que teria podido escrever de seu punho e letra uma declaração como a aparecida no Pravda em 21 de agosto de 1946: &#8220;O dever da <a title="literatura" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/temi/letteratura/">literatura</a> é ajudar adequadamente ao Estado a educar a sua juventude, responder a suas necessidades, educar à nova geração a ser valorosa, a crer em sua causa, a mostrar-se intrépida perante os obstáculos e preparada para superar todas as barreiras&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O totalitarismo platônico não nasce somente da concepção do Estado como um macro-homem, como unidade orgânica, mas sim também da consciência da descomposição social, da crise da cidade grega que exigia soluções drásticas, medidas urgentes e coercitivas. Nasce da consciência de que a antiga classe dirigente estava morta e a nova não estava ainda preparada. Visto desde esta perspectiva, o totalitarismo platônico representa relevantes coincidências históricas com o totalitarismo modernos, surgido para substituir as elites políticas derrubadas pelas revoluções liberais. Ambos totalitarismos, nascidos de uma meditação pessimista sobre o momento presente, acusam um otimismo fundamental. Crer que um Estado, uma civilização, possam ser salvos mediante o domínio de uma única idéia é, antes de tudo, uma manifestação de esperança. Somente se está disposto a reconhecer uma autoridade política ilimitada a aquele princípio do qual se aceita, fielmente, sua infinita bondade. Nesse sentido, o totalitarismo de Platão, a idéia do Estado-organismo, se apresenta a nós como um mito, como são mitos as concepções dos Estados fascista, nacional-socialista e bolchevique. Considerando em suas linhas gerais, o mito do Estado platônico pode relacionar-se com as mais diversas tendências do totalitarismo moderno, sejam estas de direita ou de esquerda: &#8220;Na República pode-se encontrar a autorização a predicar a revolução social, a queda do capitalismo e o poder do dinheiro; porém igualmente pode-se encontrar uma justificativa da coexistência de dois sistemas diferentes de educação, uma para os poucos e outro para os muitos, e uma justificativa da classe dirigente hereditária&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem embargo, observando com mais atenção, o sentido do totalitarismo platônico nos obriga a fazer distinções: não se trata da tirania de uma classe ou de uma facção, mas sim do governo dos melhores, os quais, encarnando os valores heróicos e sacrais, podem razoavelmente pretender representar a totalidade dos valores do Espírito. Esta qualificação mais precisa nos permite, sem embargo, rechaçar toda possível vinculação entre bolchevismo e platonismo. Em efeito, este último não é um Estado-Totalidade, mas sim uma parte do todo, a mais ínfima e plebéia, que pretende situar-se como absoluto social e espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">A ditadura do proletariado constitui a inversão perfeita do ideal platônico. Mais complexo resulta o discurso para o fascismo e o nacional-socialismo que, se bem ignoraram a suprema exigência de situar novamente no cume do Estado valores transcendentes, também é certo que lutaram pela criação de uma elite heróica capaz de situar a política acima da economia e impor uma nova hierarquia das categorias. Em certo sentido representam uma tentativa de remontar o ciclo da decadência das formas políticas tal e como se encontra delineado na República.</p>
<p style="text-align: justify;">As relações entre platonismo e nacional-socialismo merecem uma consideração à parte. É conhecida a influência exercida pelo platonismo sobre a cultura alemã da primeira metade do século XX. O círculo que dirige o poeta-profeta Stefan George difunde uma imagem heróica de Platão que não deixa de influenciar as correntes políticas de extrema-direita. Assim, içada a bandeira vermelha da suástica sobre o mastro da Chancelaria, eleva-se um coro de vozes proclamando Platão como &#8220;o precursor&#8221;, &#8220;o defensor do direito dos melhores&#8221;, &#8220;nórdico&#8221;, &#8220;<em>Gründer</em>&#8221; (Fundador), &#8220;<em>Hüter des Lebens</em>&#8221; (Custódio da Vida), ou inclusive &#8220;<em>Führer</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a reconstrução da imagem de Platão no Terceiro Reich resulta interessante o livro de <a title="Hans Guenther" href="http://www.centrostudilaruna.it/autore/hans-guenther/">Hans Günther</a>, o máximo teórico nacional-socialista da idéia &#8220;nórdica&#8221;, dedicado a <em>Platon als Hüter des Lebens</em>. <em>Platons Zucht und Erziehunggedanken und deren Bedeutung für die Gegenwart</em> (&#8220;Platão como custódio da da vida. A concepção educativa e seletiva platônica e seu significado para nosso tempo&#8221;). Nele pode-se ler: &#8220;Não devemos deixar-nos seduzir por aqueles que definem a eugenia como uma ciência &#8216;animal&#8217;. Foi Platão quem proporcionou ao termo grego &#8216;idéia&#8217; seu atual significado filosófico e quem com sua doutrina se impôs como fundador do idealismo&#8230; e foi precisamente o próprio Platão quem, enquanto idealista, o primeiro a definir o ideal da seleção&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para <a title="Guenther" href="http://www.centrostudilaruna.it/autore/hans-guenther/">Günther</a>, Platão é &#8216;o salvador&#8217; do sangue eleito, o afirmador da vida como totalidade da alma e corpo. Para Platão, como para todos os arianos primitivos, &#8220;não existia nada espiritual que não concernesse também ao corpo, nem nada físico que não concernesse igualmente à alma. Esta constitui precisamente a maneira característica de pensar do nórdico&#8221;. Na concepção ariana da vida, interpretada por Platão, a nobreza de ânimo e a beleza começam a existir &#8220;quando a temosp erante os olhos, personificadas. Esta sadia concepção gera o conceito helênico da <em>kalokagathía</em>, da bondade-beleza, e a <em>kalokagathía</em> não se considera como um modelo de perfeição individual, mas sim como algo muito mais vasto: uma teoria da criação de uma humanidade superior. Somente por meio de uma seleção, da educação de uma estirpe eleita, pode lograr-se que a beleza e a bondade apareçam um dia personificadas perante nós&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Resulta evidente que a interpretação nacional-socialista de Platão é propagandística e unilateral. Porém, igualmente, algumas afirmações fundamentais são irrefutáveis. Muito dificilmente Platão teria se escandalizado perante o ato simbólico da queima dos livros &#8220;corruptores&#8221; ou perante as leis para proteção do sangue. Evidentes influxos platônicos encontram-se ademais na doutrina interna das SS, dedicadas a submeter a uma paciente seleção física e espiritual aos futuros líderes, educados nos <em>Ordensburgen</em>, os &#8220;Castelos da Ordem&#8221; surgidos em toda parte na Alemanha. A <em>Ordnungstaatgedanke</em>, a concepção do Estado como Ordem viril que se identifica com a vontade política, mostra-se a nós como uma revivificação das idéias da República.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, pode-se afirmar que se encontra uma herança platônica incontestável nos movimentos fascistas europeus. A identificação do Estado com uma minoria heróica que o rege, o ardente sentimento comunitário, a educação espartana da juventude, a difusão de idéias-força por meio do mito, a mobilização permanente das virtudes cívicas e guerreiras, a concepção da vida pública como um espetáculo nobre e belo no qual todos participam: tudo isto é fascista, nacional-socialista e platônico ao mesmo tempo. A evidência fala por si mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, consumida em uma única e imensa pira a esperança de voltar a dar uma elite à Europa invertebrada, o ensinamento político de Platão parece distante e quase perdido para sempre. Os valores econômicos, que ele colocou não na cúspide mas sim na base da sociedade, exaltam-se como soberanos. Burguesia e proletariado, Ocidente e Oriente, capitalismo e comunismo proclamam em uníssono a chegada de um Estado cuja única meta é o bem-estar dos muitos. Aquilo que Platão teria denominado como a parte apetitiva do Estado esmagou a parte heróica e cognoscitiva. A civilização das massas pesa como o opaco bloco das imensas cidades de cimento. Porém este mundo das massas leva em seu seio as sementes de sua própria decomposição. Por um lado, se assiste a uma crescente especialização das funções, por outro ao nascimento de uma estrutura cada vez mais parecida a um mecanismo perfeito. Entretanto, as massas, inseridas nesse grande mecanismo, vegetam na comodidade em um estado de crescente apatia política. Surge assim a possibilidade do domínio de uma elite especializada sobre uma massa satisfeita e indiferente. Escreve Nietzsche na <em>Vontade de Poder</em>: &#8220;Um dia os operários viverão como hoje os burgueses porém sobre eles viverá a casta superior; esta será mais pobre e mais simples porém possuirá o poder&#8221;. É uma afirmação profética que projeta no futuro a visão de uma elite platônica interiormente forjada por um moderno doricismo, habitando com sóbria pobreza no centro imóvel onde acionam as rodas do brilhante mecanismo da civilização ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegados a este ponto, quando estamos a ponto de concluir estas notas introdutórios, nos seja concedido finalizar à maneira platônica introduzindo um mito. Um mito que não inventamos nós mesmos, mas sim que se encontra nas páginas de um livro de Daniel Halévy, <em>Histoire de Quatre Ans. 1997-2001</em>. Estamos em 1997: Europa apodrece no bem-estar e na libertinagem. A corrupção cresce porque foram &#8220;feridos os centros de energia ariana&#8221;, a maré dos povos de cor ameaça aos europeus decadentes. Porém eis aqui que, um pouco por todos os lados, grupos de indivíduos se isolam, dando-se uma estrutura ascético-militar, uma disciplina severa. Em seus claustros se recompõe a antiga lei da vida, volta a florescer o espírito de obediência e sacrifício. Alcançando o poder, o grupo de monges-leigos põe fim à desorgem e à corrupção democrática dividindo a sociedade nas três castas de associados, noviços e submetidos. O esforço da nova ordem salva a Europa, e a Federação Européia, fundada em 16 de abril de 2001, se prepara para marchar contra os bárbaros do Oriente. Até aqui o mito, um mito didático que não teria desagradado a Platão. Porém, no mito e mais além do mito, o ideal político de Platão se mantém como um elemento permanente de toda verdadeira batalha pela Ordem. O eixo de seu sistema político está constituído pela exigência de fazer coincidir a hierarquia espiritual com a hierarquia política, de assegurar ao Espírito a direção do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sem motivo Kurt Hildebrandt pôde intitular seu livro <em>Platão, a Luta do Espírito pela Potência</em>. Esta exigência, formulada com tanta clareza pelo maior pensador da Hélade e do Ocidente, permanece em todo tempo, assim como as histórias de Tucídides <em>ktéma es aéi</em>, uma conquista para a Eternidade. Ninguém como Platão sofreu pela inaptidão da inteligência, incapaz de dar uma Ordem à vida. Contemplou até nos abismos mais insondáveis a tragédia da cisão entre Espírito e Vida, entre Espírito e poder político. E nos mostrou a via real que conduz mais além dessa trágica cisão: não a vã tentativa idealista de adequar a política a esquemas abstratos, mas sim um esforço heróico e disciplinado para indunfir sangue e energia à pura inteligência, para confiar os valores do Espírito a uma espécie de homem forte, temperado, vitorioso. Na escuridão contemporânea a doutrina de Platão arde como um fogo distante que orienta nosso caminho. Em sua direção deverá saber mirar uma nova classe política resolvida a fundar o verdadeiro Estado, a dar a cada um o que é seu, a impôr contra a tirania da massa e do dinheiro a nova hierarquia.</p>
<p style="text-align: justify;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;">(tradução por Raphael Machado).</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/platao-e-a-revolucao-europeia.html' addthis:title='Platão e a Revolução Européia ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/platao-e-a-revolucao-europeia.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Estado]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[fascismo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[nacional-socialismo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Platão]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Terceiro Reich]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[totalitarismo]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Reflexão sobre a arte</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/reflexao-sobre-a-arte.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/reflexao-sobre-a-arte.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 15:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Romualdi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Orientamenti]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[Teiwaz]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[direita]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[norte]]></category>
		<category><![CDATA[orientações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=6297</guid>
		<description><![CDATA[«Bastam poucos traços para delinear as linhas de desenvolvimento de uma cultura de direita. Mas esta orientação abstracta começará a tomar forma concreta quando os homens começarem a escrever e a fazer».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/reflexao-sobre-a-arte.html' addthis:title='Reflexão sobre a arte '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/romualdi48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Adriano Romualdi" /><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/teiwaz.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Teiwaz" /><br/><p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-4750 alignright" style="margin: 10px;" title="OlympTorch1" src="http://www.centrostudilaruna.it/wp-content/uploads/OlympTorch1.jpg" alt="" width="291" height="229" /></p>
<p style="text-align: justify;">«(…) A questão da arte merece uma menção especial. Aqui não é  suficiente a clareza das orientações mas é necessário integrar as teses  “justas” com aquela infalibilidade do gosto que confere a um “sentimento  do mundo” nobreza artística.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é a arte de “direita”? Não se trata simplesmente de escrever  bons romances ou poesias diferentes pelo seu conteúdo mas sim de  exprimir uma diferente tensão estilística. Existem livros de autores  comprometidos com a “direita” nos quais dificilmente se encontra esta  nova dimensão. Contudo, ela pode surgir em autores menos comprometidos.  Veja-se, por exemplo, <em>Sobre as Falésias de Mármore</em> de <a title="Ernst Junger" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/ernst-junger">Ernst Jünger</a>.  Este autor, se num determinado momento esteve muito próximo do  nacional-socialismo, afastou-se em seguida assumindo posições críticas.  Mas dificilmente podemos encontrar algo que seja mais propriamente de  “direita” do que essa novela: a impessoalidade aristocrática da  narração, o estilo impecável e cintilante, a ausência do mínimo  resquício de psicologismo burguês tornam-no num modelo dificilmente  olvidável. Em geral estas características encontram-se em todas as  melhores obras de <a title="Junger" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/ernst-junger">Jünger</a>. O conteúdo literário de <a title="Juenger" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/ernst-junger">Jünger</a> é algo  precioso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas um sentimento artístico de “direita” pode alimentar também uma  matéria seca, pobre, “naturalística”. É assim com os romances do  norueguês <a title="Hamsun" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/knut-pedersen-hamsun">Hamsun</a>, em grande parte histórias das gentes rurais do Norte:  pescadores, marinheiros, camponeses. Também aqui, ainda que em tom  menor, uma dignidade firme e comedida e, ao mesmo tempo, um elemento  mítico presente nas vicissitudes destas almas simples que lutam contra o  destino na atmosfera magnética da paisagem boreal.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui devemos limitar-nos a um par de exemplos, os primeiros que nos  vêm à mente. Mas qualquer um pode compreender aquilo que quisemos dizer e  integrar estas indicações com a sua sensibilidade e conhecimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas reflexões valem para toda a arte: O conteúdo passa em segunda  linha sob a forma. Veja-se por exemplo a desenvoltura com que o Fascismo  se apropriou da arquitectura moderna para exprimir um sentimento do  mundo que não é “moderno”. Veja-se a arquitectura clássico-moderna da  Universidade de Roma ou aquela do Foro Mussolini. Tratam-se de obras  menores, mas de obras bem conseguidas, e o espírito que emana daquela  cintilante geometria não é a aridez dos arranha-céus, mas a substância  dura e luzente da alma antiga: ordem, medida, força, disciplina,  clareza.</p>
<p style="text-align: justify;">E venhamos a uma arte menor, o cinema. Também aqui faremos algumas  reflexões dispersas que podem servir para enquadrar o problema. Qualquer  um pode ver que <a title="L'Assedio dell'Alcazar" href="http://www.libriefilm.com/lassedio-dellalcazar/1570"><em>L’Assedio dell’Alcazar</em></a> (1940) é um bom filme de  propaganda fascista. Mas, em rigor, com a mesma linguagem poder-se-ia  ter feito também uma epopeia antifascista. Ao invés, algumas das cenas  filmadas pelo judeu comunista Eisenstein (lembramo-nos de alguns  fotogramas de <em>Ivan, o Terrível</em>) pelo seu misticismo nacionalista e  autoritário não podem deixar de ser definidas de “direita”. Assim, é  sabido que Fritz Lang, o director de <em>Os Nibelungos</em>, era um comunista  convicto que abandonou a Alemanha com a chegada de Hitler. Mas poucos  outros filmes para além da sua obra-prima conseguem exprimir a <em>Stimmung</em> heróica, mítica e pagã da Alemanha nacional-socialista. E Goebbels  demonstrou uma notável inteligência quando pensou nele para a direcção  do filme sobre o congresso de Nuremberga.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um exemplo: Ingmar Bergman. Este autor não pode certamente ser  considerado “fascista” (ainda que alguns comunistas o tenham tentado  fazer). Mas em algumas das suas obras está presente uma tal potência  simbólica que – transportada da arte para o domínio social – não pode  deixar de exercitar algumas sugestões precisas que os adversários  definiriam de bom grado “irracionalistas e fascistas”. Temos presentes  algumas cenas de <em>O Sétimo Selo</em>. Recordem-se as paisagens míticas e  solenes, a presença do invisível no coração do visível, o drama do  herói. Aqui não se pretende brandir nenhuma mensagem política mas a  impressão que o espectador retira não tem nada de “democrático”,  “social” e “humanístico”.</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, também aqui é o instinto que decide. Quem é  verdadeiramente de “direita”, quem interiormente está marcado por certos  valores, por um ethos particular, saberá imediatamente distinguir as  expressões artísticas que pertencem ao seu mundo. Estética provém de <em> aisthänoma</em>, um conhecimento por sensação imediata.</p>
<p style="text-align: justify;">As considerações aqui expostas não têm um carácter sistemático.  Pretendem apenas afrontar um problema, não defini-lo. Por outro lado,  neste campo bastam orientações genéricas. Para além destas, cada um  deverá proceder com os seus conhecimentos e capacidades. Bastam poucos  traços para delinear as linhas de desenvolvimento de uma cultura de  direita. Mas esta orientação abstracta começará a tomar forma concreta  quando os homens começarem a escrever e a fazer».</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>* * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Retirado de Adriano Romualdi, <em><a title="Perché non esiste una cultura di Destra" href="http://www.centrostudilaruna.it/romualdicultura.html">Perché non esiste una cultura di Destra</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">[Versione portoghese di <a title="O fogo da vontade" href="http://ofogodavontade.wordpress.com/">O Fogo da Vontade</a>]</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/reflexao-sobre-a-arte.html' addthis:title='Reflexão sobre a arte ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/reflexao-sobre-a-arte.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Orientamenti]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Teiwaz]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Arte]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[cinema]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[direita]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[fascismo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[norte]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[orientações]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Indicações para uma cultura de direita</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/indicacoes-para-uma-cultura-de-direita.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/indicacoes-para-uma-cultura-de-direita.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 14:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Romualdi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Orientamenti]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[Teiwaz]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[direita]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional-socialismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=4740</guid>
		<description><![CDATA[Pode-se trabalhar para criar uma visão do mundo de direita seja pelo lado católico ou pelo lado “neo-pagão”, seja projectando o mito de Novalis da Europa-Cristandade ou defendendo a identidade Europa-Arianidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/indicacoes-para-uma-cultura-de-direita.html' addthis:title='Indicações para uma cultura de direita '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/romualdi48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Adriano Romualdi" /><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/teiwaz.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Teiwaz" /><br/><p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_4600" class="wp-caption alignright" style="width: 291px"><img class="size-full wp-image-4600 " title="Bereitschaft" src="http://www.centrostudilaruna.it/wp-content/uploads/Bereitschaft.jpg" alt="Arno Breker, Bereitschaft" width="281" height="292" /><p class="wp-caption-text">Arno Breker, Bereitschaft</p></div>
<p>«Que problemas se colocam aos que querem enfrentar o problema de uma cultura de direita? Antes de tudo, torna-se necessária uma correcta formulação do problema. E a primeira contribuição para esta formulação é a definição das ligações que existem entre a direita e a cultura. É preciso deixar claro que, para o homem de direita, os valores culturais não ocupam aquele lugar excelso que lhe dão os escritores de formação racionalista. Para o verdadeiro homem de direita, antes da cultura surgem os verdadeiros valores do espírito que encontram expressão no estilo de vida da verdadeira aristocracia, nas organizações militares, nas tradições religiosas ainda vivas e operantes. Antes de tudo está um certo modo de ser, uma certa tensão em relação a algumas realidades, depois então surge o eco dessa tensão sob a forma de filosofia, arte, <a title="literatura" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/temi/letteratura">literatura</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa civilização tradicional, num mundo de direita, primeiro vem o espírito vivente e só depois a palavra escrita. Apenas a civilização burguesa, saturada com o cepticismo iluminista, poderia pensar em substituir o espírito heróico e ascético pelo mito da cultura, a ditadura dos filósofos. O democrático tem o culto da problemática, da dialéctica, da discussão e transformaria de bom grado a vida num café ou num parlamento. Para o homem de direita, pelo contrário, a procura intelectual e a expressão artística fazem sentido apenas como comunicação com a esfera do “ser”, com qualquer coisa que – seja como for concebida – já não pertence ao reino da discussão mas ao da verdade. O verdadeiro homem de direita é instintivamente “<em>homo religiosus</em>”, não no mero sentido “fé-devoção” do termo, mas porque mede os seus valores não com a régua do progresso mas a da verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ser conservador – escreveu Moeller van den Bruk – não significa depender do passado imediato, mas viver valores eternos”.</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura e a arte de direita não podem pretender ser elas próprias o Templo, mas apenas o vestíbulo do Templo. A verdade vivente é outra. Daí uma certa desconfiança do verdadeiro homem de direita no confronto com a cultura moderna, um desprezo impessoal pela plebe dos literários, dos estetas, dos jornalistas. Recordam-se as palavras de Nietzsche: “Outrora o pensamento era Deus, depois torna-se homem, agora fez-se plebe. Mais um século de leitores e o espírito apodrecerá, tresandará.”</p>
<p style="text-align: justify;">Daí a hostilidade do fascismo e do nacional-socialismo ao tipo do intelectual desenraizado. Nisso não está apenas a rude desconfiança do “esquadrista” e do “lansquenete” pelos refinamentos da cultura mas também uma aspiração a uma espiritualidade feita de heroísmo, fidelidade, disciplina, sacrifício. José António Primo de Rivera recomendava aos seus falangistas “o sentimento ascético e militar da vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Estabelecida esta premissa, consideramos estar mais próximo o objectivo de animar uma cultura de direita. O propósito, já o disse, é a construção de uma visão do mundo que se inspire em valores diferentes dos que são hoje dominantes. Não teoria ou filosofia, mas sim “visão do mundo”. Isto deixa uma larga margem de liberdade às formulações particulares. Pode-se trabalhar para criar uma visão do mundo de direita seja pelo lado católico ou pelo lado “neo-pagão”, seja projectando o mito de Novalis da Europa-Cristandade ou defendendo a identidade Europa-Arianidade».</p>
<p style="text-align: justify;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;">Trad. Rodrigo (<a title="O fogo da vontade" href="http://ofogodavontade.wordpress.com/">ofogodavontade.wordpress.com</a>)</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/indicacoes-para-uma-cultura-de-direita.html' addthis:title='Indicações para uma cultura de direita ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/indicacoes-para-uma-cultura-de-direita.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Orientamenti]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Teiwaz]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Arte]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[cultura]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[direita]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Europa]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[fascismo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[nacional-socialismo]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Para Adriano Romualdi</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/para-adriano-romualdi-2.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/para-adriano-romualdi-2.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 10:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julius Evola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli di Julius Evola]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli su Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Julius Evola]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[acção]]></category>
		<category><![CDATA[contemplação]]></category>
		<category><![CDATA[libertação]]></category>
		<category><![CDATA[Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Valhalla]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=3594</guid>
		<description><![CDATA[Com a morte do Adriano Romualdi a nova geração de Destra acaba de perder um dos seus representantes mais qualificados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/para-adriano-romualdi-2.html' addthis:title='Para Adriano Romualdi '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/romualdi48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Adriano Romualdi" /><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/evola48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Julius Evola" /><br/><p style="text-align: justify;"><a href="../sezioni/autori/adriano-romualdi"><img style="border: 0pt none ; margin: 10px;" src="../immagini/romualdi.jpg" border="0" alt="Adriano Romualdi" width="296" height="446" align="right" /></a>Com a morte, ocorrida em circunstâncias brutais, do nosso muito querido jovem amigo <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a>, a nova geração de Destra e de inspiração “tradicional” acaba de perder um dos seus representantes mais qualificados. No meu meio, poucos tinham uma cultura tão extensa e diversificada, fundada sobre o conhecimento directo de vários idiomas, como a sua. O seu estilo era limpo e preciso e sabia sempre extrair o essencial de um problema. Os diferentes ensaios que escreveu, começando pela sua ampla introdução ao livro de <a title="Guenther" href="http://www.centrostudilaruna.it/autore/hans-f.-k.-guenther/">Günther</a> sobre a <a title="religiosidade" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/temi/religione">religiosidade</a> <a title="indo-europeia" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/indoeuropei">indo-europeia</a>, mereciam ser reeditados e publicados num só volume.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a> quis também consagrar um ensaio – o melhor que conheço – à minha actividade e aos meus livros. Publicado pelo editor Volpe, que tinha por ele uma grande estima, esta obra foi reimpressa há dois anos. Creio saber que <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a> tinha em projecto uma nova versão, mais sistemática, da sua apresentação do velho mundo <a title="indo-europeu" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/indoeuropei">indo-europeu</a> que exercia sobre ele uma forte atracção e no qual se reconhecia de forma particular.</p>
<p style="text-align: justify;">O projecto de um estudo vivo baseado em documentação rigorosa. Compreendia o que chamamos “Mundo da Tradição” e sabia que era desse mundo que se deviam extrair os fundamentos de uma séria política cultural de Direita. Admirador de Nietzsche – do melhor Nietzsche – <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a> afirmava a preeminência dos valores aristocráticos, guerreiros e heróicos. Estava, por esta razão, especialmente atraído pela ideia de uma Ordem, pelo espírito templário e a mentalidade prussiana até às suas heranças mais recentes. Também se inclinava pelos inícios da romanidade, a de Catão e os cônsules, do direito e do justo, e não teve o menor problema em dizer que esta Roma foi a Prússia da <a title="antiguidade" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/storia-antica">Antiguidade</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Os materiais que havia reunido com seriedade e perseverança poderiam constituir a base de muitos ensaios importantes. A sua entrada na Universidade, recémnomeado professor em Palermo, permitia-lhe uma esfera de influência mais vasta e a possibilidade de dar uma formação espiritual a um certo número de jovens. Não há duvida de que o mundo da acção atraía <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> mais do que o da contemplação. Quiçá isto fosse nele um limite. Não considerava a transcendência tal e como a entende a metafísica. A este respeito recordo uma conversa mantida com ele três dias antes da sua morte (vinha ver-me frequentemente e trabalhar na minha biblioteca). Ao falar da máxima que diz “a vida é uma viagem durante as horas da noite” tive a ideia de perguntarlhe o que pensava do mundo ultra tumba. Respondeu-me que para ele evocava uma sobrevivência do tipo “larvar” (para retomar o adjectivo que empregou). Indiquei-lhe que, segundo as antigas tradições em que cria, não era o único fim possível. O Hades era certamente considerado como um destino inevitável para a maioria dos homens, mas a ele opõe-se a concepção de uma imortalidade privilegiada e luminosa, com o simbolismo da Ilha dos Heróis, dos Campos Elísios e outros lugares análogos ao Valhalla das crenças nórdicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Evocamos os ensinamentos correspondentes à multiplicidade dos destinos, determinados por aquilo que cada um realizou durante a sua vida, pelo que cada um colocou acima de si próprio e essencialmente, por um impulso lúcido até à transcendência. Num dos textos mais característicos diz-se que, após três dias de “desvanecimento”, a alma do morto tem experiência da Luz Absoluta. É determinante saber identificar-se com essa Luz, reconhecer a própria natureza. Só então se alcança a “libertação”. Espero que <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a>, depois de ter deixado aqui em baixo o seu efémero envoltório, tenha conhecido este despertar. No fundo, e mesmo não tendo uma consciência precisa, tal era o fim a que tendia a sua actividade. Para além das suas simpatias pelo mundo da acção, do combate, das “afirmações soberanas e das negações<br />
absolutas” (no dizer de Donoso Cortés) para onde avança a nossa época confusa e em crise, este componente não podia deixar de estar presente nele. Já muito tinha amadurecido.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/para-adriano-romualdi-2.html' addthis:title='Para Adriano Romualdi ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/para-adriano-romualdi-2.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli di Julius Evola]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli su Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Julius Evola]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[acção]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[contemplação]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[libertação]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Tradição]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Valhalla]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Amor, Luxo e Capitalismo</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/amor-luxo-e-capitalismo.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/amor-luxo-e-capitalismo.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 08:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Michele Fabbri</dc:creator>
				<category><![CDATA[L'arco e la clava]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[Teiwaz]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Idade Média]]></category>
		<category><![CDATA[luxo]]></category>
		<category><![CDATA[Madame Pompadour]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Antonieta]]></category>
		<category><![CDATA[Werner Sombart]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=2402</guid>
		<description><![CDATA[Para explicar o motivo de supremacia do feminino en Ocidente moderno é muito útil a leitura de um clássico do pensamento económico: Werner Sombart]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/amor-luxo-e-capitalismo.html' addthis:title='Amor, Luxo e Capitalismo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/teiwaz.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Teiwaz" /><br/><p style="text-align: justify;">A supremacia do feminino é manifestamente o objectivo final das oligarquias que controlam e governam o Ocidente moderno. Para explicar o motivo de tanta solicitude face às instâncias feministas é muito útil a leitura de um clássico do pensamento económico: <em>Amor, Luxo e Capitalismo </em>(<em>Liebe, Luxus und Kapitalismus</em>) de Werner Sombart. Nesta obra de 1913 o grande economista alemão analisa os processos que transformaram uma economia baseada nas exigências reais à moderna sociedade de consumo fundada sobre os bens de luxo e coloca em destaque a transformação na relação entre os sexos que determinou o nascimento de novas estruturas sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">No final da <a title="Idade Média" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/medioevo">Idade Média</a> assiste-se a um extraordinário desenvolvimento da vida de corte. A primeira corte moderna que fez gala de luxo supérfluo foi a corte papal de Avignon. Os príncipes italianos do renascimento ampliaram estas tendências e nas suas cortes as senhoras tinham grande influência. Naturalmente, desde a <a title="Antiguidade" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/storia-antica">Antiguidade</a> que haviam existido figuras femininas com papéis reais ou de notável poder, mas a novidade era que nas cortes do renascimento havia cada vez mais espaço para as damas de companhia, amantes e prostitutas de alto nível.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto na <a title="Idade Média" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/medioevo">Idade Média</a> a riqueza era eminentemente representada pela propriedade térrea, no Renascimento começa a circular uma grande quantidade de dinheiro, também por causa do ouro e da prata provenientes das Américas. Multiplicam-se as aquisições de títulos nobiliárquicos e assiste-se ao ingresso na alta sociedade de elementos vindos da burguesia totalmente alheios ao estilo de vida da nobreza guerreira: a concepção mercantilista do mundo estende-se cada vez mais e contamina todos os estratos sociais. As cidades engrandecem desmesuradamente e começa a formar-se uma espécie de “proletariado” urbano do qual as forças da subversão se servirão habilidosamente nos séculos que virão. Por outro lado, a reforma protestante, como é sabido, dará um impulso decisivo ao capitalismo, removendo a desconfiança em relação à riqueza que havia caracterizado toda a reflexão económica medieval. O capitalismo nascente encontrava assim os seus aliados naturais em todas aquelas figuras que a <a title="Idade Média" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/medioevo">Idade Média</a> havia olhado com suspeição: os judeus, os heréticos, os infiéis, os estrangeiros…</p>
<p style="text-align: justify;">O dinheiro, que para a Igreja medieval era o “esterco do demónio”, torna-se para os protestantes numa bênção de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente à ascensão do protestantismo surge uma concepção descomprometida e puramente hedonista das relações entre os sexos, em que as uniões estáveis dão lugar a casais de amantes ocasionais em que o princípio de legitimidade se torna cada vez mais degradado. Na corte francesa do século XVIII assistir-se-á à institucionalização de uniões de facto como aquela célebre formada por Luís XV e Madame Pompadour. A própria Maria Antonieta, de resto, mostrar-se-á sempre pronta a ostentar o luxo mais desbragado, e o comportamento digno que terá nos momentos dramáticos da Revolução Francesa não justificará a vida indecorosa de uma nobreza que já estava completamente corrompida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os intelectuais do iluminismo exaltavam o estilo de vida dispendioso pela sua capacidade de movimentar os mercados, mesmo se estes iluministas filantropos fechavam os olhos ao comércio de escravos africanos que assumia naqueles anos proporções gigantescas (entre os negreiros tinham também um papel não secundário os capitalistas judeus e maçons…)</p>
<p style="text-align: justify;">No curso do século XVIII assiste-se a uma produção anormal de bens de consumo que não têm justificação no seu uso efectivo: espelhos, porcelanas, flores artificiais…</p>
<p style="text-align: justify;">Sombart pensa que as formas económicas variaram sobretudo em virtude destas grandes mutações psicológicas ocorridas no período examinado, enquanto os historiadores marxistas ou liberais, marcados por um rígido determinismo, pensam que tais mudanças foram o resultado inevitável de novas descobertas geográficas e da relativa expansão dos mercados. O resultado final destes processos está hoje, contudo, à vista de todos: o turbo-capitalismo globalizado que encontra nas reivindicações feministas o mais fiel aliado. A aniquilação da família natural, na realidade, produziu uma posterior expansão do consumo, que atinge agora níveis inverosímeis.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Amor, Luxo e Capitalismo</em>, para além de ser um estudo histórico que sugere perspectivas originais de pesquisa, é um eficaz antídoto contra o pensamento único liberal e é particularmente recomendada a leitura deste clássico do anti-capitalismo militante na época que levou a consequências extremas a lógica da especulação financeira.</p>
<p style="text-align: justify;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;">Versione a cura di <a title="O Fogo da Vontade" href="http://ofogodavontade.wordpress.com/">O Fogo da Vontade</a>.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/amor-luxo-e-capitalismo.html' addthis:title='Amor, Luxo e Capitalismo ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/amor-luxo-e-capitalismo.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[L'arco e la clava]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Teiwaz]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[capitalismo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Idade Média]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[luxo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Madame Pompadour]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Maria Antonieta]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Werner Sombart]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>A Europa arqueofuturista de Adriano Romualdi</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/a-europa-arqueofuturista-de-adriano-romualdi.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/a-europa-arqueofuturista-de-adriano-romualdi.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 15:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alfonso Piscitelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli su Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[Arqueofuturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=1440</guid>
		<description><![CDATA[Adriano Romualdi intui a necessidade estratégica de dominar a linguagem, os instrumentos, até as conclusões das ciências modernas ocidentais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/a-europa-arqueofuturista-de-adriano-romualdi.html' addthis:title='A Europa arqueofuturista de Adriano Romualdi '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/romualdi48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Adriano Romualdi" /><br/><p style="text-align: justify;">Os trinta anos da morte de <a href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a> surgem num momento de discussão – talvez até de confusão – a respeito da identidade cultural da Europa. À civilização do Velho Continente Adriano dedicou densas páginas de entusiasmo e de rigor; hoje o seu intelecto – na idade de completa maturação cultural – saberia dar um contributo enorme à definição de um conceito de Europa que fosse síntese de tradição e modernidade. Um contributo certamente superior àquele dos políticos que, improvisados “pais da Constituição”, durante semanas se dedicaram a acrescentar ou retirar linhas ao soneto do “Preâmbulo” da Constituição europeia.</p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 10px;" src="../immagini/romualdi.jpg" border="0" alt="Adriano Romualdi" width="296" height="446" align="right" /></p>
<p style="text-align: justify;">Evidentemente é escusado imaginar o que poderia ter acontecido se a mais válida promessa da cultura de direita (só de direita?) dopós-guerra italiano não tivesse sido violentamente tolhida numa auto-estrada de Agosto. Menos escusado, porém, é pensar quanto da obra de <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> foi negligenciado com o passar dos anos e quantas intuições expressas com uma linguagem ainda juvenil podem hoje reflorescer no nosso contexto. Para Adriano a ideia de Europa e a tentativa de elaborar um novo mito de nacionalismo-europeu representarão a via de saída dos becos estreitos nos quais se haviam fechado os movimentos patrióticos (mesmo os mais revolucionários) através das peripécias de duas guerras mundiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Partia do pressuposto que em 1945 haviam sido derrotadas todas as nacionalidades europeias. Não só os húngaros mas também os polacos, rendidos ao mais brutal dos seus opressores tradicionais. Não apenas os alemães mas também os russos, que viam consolidado um regime que no fundo já estava moribundo em 39 e destinado a uma natural implosão. Não apenas os italianos mas também os franceses e os ingleses, privados dos seus impérios, reduzidos ao estatuto de médias potências. Todos os povos europeus haviam sido substancialmente humilhados e olhavam nos olhos pela primeira vez o abismo do seu aniquilamento cultural. Ao mal extremo <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> contrapõe o remédio extremo de um retorno à fonte primordial: As vanguardas políticas e culturais da Europa deveriam reconhecer que as suas pátrias particulares tinham origem num tronco comum, bem distinto na sua fisionomia depois da alta pré-história. As raízes da Europa eram, nesse sentido, procuradas num estrato mais profundo do que o caracterizado pelo racionalismo moderno ou cristianismo medieval. Através da antropologia, da linguística, da arqueologia, da História, em sentido lato, dever-se-ia reconstruir o rosto da tradição europeia, mediante os mais avançados instrumentos de pesquisa científica.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos aqui a um segundo aspecto fundamental da obra de <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a>. Adriano intui a necessidade estratégica de dominar a linguagem, os instrumentos, até as conclusões das ciências modernas ocidentais. Do convívio com <a title="Evola" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/julius-evola">Evola</a> adquirirá o amor pelo elemento arcaico, por aquilo que num longínquo passado assinalava a pureza de um modo de ser ainda incorrupto. Todavia <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> reage energicamente à corrente “guenoniana” do pensamento tradicionalista: a essa abordagem antiquária e até um pouco lunática que em nome de dogmas imutáveis levava ao desprezo de tudo quanto se havia alterado na história dos últimos dez séculos, a desprezar as grandes criações do génio europeu moderno. Assim, enquanto os “guenonianos” se perdiam em metafísicas árabes e alimentavam polémicas intermináveis sobre a “regularidade iniciática” ou sobre o “primado dos Brahman”, <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a> quer dar uma nova definição do conceito de Tradição.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tradição Europeia, como a entende <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a>, é algo de dinâmico: nela encontram lugar o Mos Maiorum, o património dos valores eternos, mas também a inovação tecnológica. No fundo, os antigos <a title="indo-europeus" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/indoeuropei">indo-europeus</a> irromperam na cena do mundo em carros de combate – uma extraordinária invenção para a época. Desde o princípio o <a title="indo-europeu" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/storia/indoeuropei">indo-europeu</a> caracteriza-se por uma grande capacidade de inovação técnica e a sua concepção espiritual do mundo leva à atribuição de um significado superior às próprias criações materiais. Na índia as rodas dos carros de combate (<em>Chakras</em>) tornam-se <a title="simbolos" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/temi/simboli">símbolos</a> dos centros de energia vital que o Ioga procura na interioridade. Na Grécia, o martelo, que forja as armas e outras ferragens, torna-se imagem do deus ordenador do Cosmos segundo a concepção platónica do “demiurgo”. Nas modernas missões espaciais, na audácia investigadora das ciências modernas, no límpido estilo das criações tecnológicas <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> destrinçava, portanto, os frutos mais maduros do génio europeu. Digamos a verdade, quando a Nova Direita francesa começou a valorizar os estudos de sociobiologia, a etologia de Lorenz e as mais heterodoxas pesquisas de psicologia não fizeram mais que desenvolver um impulso já dado por <a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Adriano Romualdi</a>. E ainda, quando Faye lançou a brilhante provocação do Arqueofuturismo propondo conciliar “<a title="Evola" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/julius-evola">Evola</a> e Marinetti”ou as raízes profundas da Europa e a sua moderna capacidade científico-tecnológica retomou, no fundo, um tema notório de <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a>. O leitor de <em>O fascismo como fenómeno europeu</em> recordará que <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a>, no mesmo movimento histórico dos fascismos, reconhecia a tentativa de defender os aspectos mais altos da tradição com os instrumentos mais audazes da modernidade. Olhando o futuro próximo que se adivinhava nos anos da Contestação, <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> via o risco dos europeus se desvigorarem no bem-estar, caindo como frutos demasiado maduros na bolsa de povos menos civilizados e vitais (leia-se o prefácio a <em>Correnti politiche e culturali della destra tedesca</em>). Todavia não desprezou nunca os aspectos mais positivos da modernidade europeia e dessa mesma sociedade do bem-estar construída no Ocidente. Hoje haveria provavelmente de satirizar aqueles intelectuais que, à direita, são tentados a abraçar grosseiras utopias islamitas. <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a> queria uma Europa ancorada no seu próprio “Arkè”, e ao mesmo tempo moderna, inovadora, na vanguarda da tecnologia. Uma Europa em que os homens sabem idealmente dialogar com Séneca e Marco Aurélio ao mesmo tempo que conduzem automóveis velozes, utilizam os instrumentos da comunicação por satélite, operam com lasers. Esta imagem da Europa, esboçada em poucos anos por <a title="Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi">Romualdi</a>, permanece hoje o melhor “preâmbulo” para um continente velhíssimo e no entanto ainda audacioso.</p>
<p style="text-align: justify;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Area</em> nº 82, Julho-Agosto de 2003.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/a-europa-arqueofuturista-de-adriano-romualdi.html' addthis:title='A Europa arqueofuturista de Adriano Romualdi ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/a-europa-arqueofuturista-de-adriano-romualdi.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli su Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Arqueofuturismo]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Europa]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Tradição]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Finis Europae</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/finis-europae-portugal.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/finis-europae-portugal.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 19:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Romualdi</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939-1945]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>
		<category><![CDATA[Storia contemporanea]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[occidente]]></category>
		<category><![CDATA[secunde guerra mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Spengler]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.centrostudilaruna.it/?p=776</guid>
		<description><![CDATA[Le guerra cuje fin se celebra non esseva solo guerra civil e mundial ma le tragedia historic que ha portate al disthronamento de Europa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/finis-europae-portugal.html' addthis:title='Finis Europae '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/romualdi48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Adriano Romualdi" /><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/storiacontemporanea48x48.jpg" width="48" height="48" alt="" title="Storia contemporanea" /><br/><p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Georgia; color: #000000;"><a title="Adriano Romualdi" href="http://www.centrostudilaruna.it/sezioni/autori/adriano-romualdi" target="_self"><img class="alignleft" style="float: left; margin: 5px;" src="http://www.voxnr.com/c_images/icono/0601/romualdi.jpg" alt="" hspace="5" vspace="5" width="155" height="200" align="left" /></a>Cata anno, quando april se approxima al fin e le vento de primavera  impulvera le stratas, le ruitose celebrationes de 25 de April avelle nos ab le  habitual pensatas pro revocar a nostre conscientia le tragic fin del guerra. Le  ruina politic e spiritual de Italia e de Europa. In veritate necun occasion es  plus propitie pro consentir nos de valutar adequatemente le entitate moral del  catastrophe: le bandiera al fenestras pro celebrar un disfacta militar, le  jubilo concorde del partito russe e del partito american que, a distantia de  tante annos, continua a representar le interesses de lor patronos contra le  interesse national europee, le ritos e le celebration de 25 de April avelle nos  ab le habitual pensatas e porta al pensatas del massacro e del odio  civil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Georgia; color: #000000;">Ma, a a parte le ritos commemorative, remane le dramatic  importantia del anniversario. Proque le guerra cuje fin se celebra non esseva  solo guerra civil e mundial ma le tragedia historic que ha portate al  disthronamento de Europa e ha transferite le insignia del commando del  territorio de nostre continente a Russia e a America. Con iste tragedia le poner  del Occidente, prophetisate<span> </span>per Spengler  in 1917, deveni un dur, evidente realitate.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Georgia; color: #000000;"><img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/leultimeoredelleuropa.bmp" alt="" hspace="4" vspace="4" width="175" height="250" align="right" />Il ha epochas in le historia, sovente concludite  in le breve tempore de menses o de annos, que arde<span> </span>ab lontano de inextinguibile splendor, como  insulate per un circulo de luce super le opac scena del historia del mundo.  Cingite per iste magic cinctura de foco homines e eventos reappare con irreal  lentor e ricchessa de detalios como le extreme profilar se de constructiones  inglutite per un incendio que flagra al horizonte in un nocte seren. Es le  epochas crucial, le epochas in le quales le angelo del historia batte con su  grande alas pro alleviation o pro terror del populos e in le quales, in le  tempores de pauc, tempestuose eventos, on decide le destinos del  civilitates.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Georgia; color: #000000;">A iste epochas pertine le secunde guerra mundial, que marca  le lucta extreme de Europa contra le morte politic e se conclude con su longe,  desperate agonia. In illo omne breve episodio se crystallisa in le memoria del  seculos, omne figura subjace a un stilisation heroic, omne battalia deveni  epopeia e mytho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #000000;">* * *</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;" align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Georgia; color: #000000;">Ab <em>Le ultime ore dell&#8217;Europa</em> (<em>Le ultime horas de Europa</em>), Edizioni  Ciarrapico, Roma 1976.</span></p>
<p>(traduction per S.  Leucio)</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/finis-europae-portugal.html' addthis:title='Finis Europae ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/finis-europae-portugal.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[1939-1945]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Articoli e scritti di Adriano Romualdi]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Storia contemporanea]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Europa]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[occidente]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[secunde guerra mundial]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Spengler]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Retrocesso das castas &#8211; 1</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2000 16:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julius Evola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Articoli di Julius Evola]]></category>
		<category><![CDATA[Julius Evola]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://runa.netsons.org/evolaretrocessodascastas.html</guid>
		<description><![CDATA[Uma transferência progressiva de poder e tipo de civilização ocorreu de uma casta para a próxima desde tempos pré-históricos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas.html' addthis:title='Retrocesso das castas &#8211; 1 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/evola48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Julius Evola" /><br/><p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">    <a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/089281506X/centrostudilarun" rel="nofollow"><img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/089281506X.bmp" alt="Julius Evola, Revolt against the Modern World" align="right" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> Como meu intento era oferecer uma vista de cima da história, nas páginas prévias eu apresentei todos os elementos necessários para formular uma lei objetiva em trabalho nos vários estágios do processo de decadência, isto é, a lei da regressão das castas (1). Uma transferência progressiva de poder e tipo de civilização ocorreu de uma casta para a próxima desde tempos pré-históricos (de líderes sagrados, para uma aristocracia guerreira, para os mercadores, e finalmente os servos); estas castas em civilizações tradicionais correspondem às diferenciações qualitativas nas principais atividades humanas. Na face deste movimento geral qualquer coisa com respeito aos vários conflitos entre pessoas, na vida de nações, ou outros acidentes históricos representam apenas um papel contingente e secundário.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Eu já discuti a aurora da era da primeira casta. No Ocidente, os representativos da realeza divina e os líderes que personificam os dois poderes (espiritual e temporal), no que eu chamei &#8220;virilidade espiritual&#8221; e &#8220;soberania Olimpiana,&#8221; pertencem à um passado muito distante e quase mítico. Nós temos visto como, através da deterioração gradual da Luz no Norte, o processo de decadência foi desvelado; no ideal Gibelino do Sacro Império Romano eu tenho identificado o último eco da tradição mais elevada.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Uma vez o appex desapareceu, a autoridade desceu ao nível imediatamente abaixo, isto é, à casta dos guerreiros. O estágio foi então posto para monarcas que eram meros líderes militares, senhores da justiça temporal e, em tempos mais recentes, soberanos políticos absolutos. Em outras palavras, a realeza do sangue repôs a realeza do espírito. Em poucas instâncias é ainda possível encontrar a idéia de &#8220;direito divino,&#8221; más apenas como uma fórmula faltando o verdadeiro conteúdo. Nós encontramos tais governantes na antigüidade atrás de instituições que retém os traços de regime sagrado antigo apenas numa maneira formal. Em qualquer evento no Ocidente, com a dissolução da ecumena medieval, a passagem para a segunda fase se tornou toda abraçada e definitiva. Durante este estágio, as fidas fortificando o estado não mais tinham um caráter <a href="http://www.centrostudilaruna.it/religione.html">religioso</a>, más apenas um guerreiro; ele significava lealdade, fidelidade, honra. Esta era essencialmente a era e o ciclo das Grandes Monarquias Européias.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Então um segundo colapso ocorreu quando as aristocracias começaram a cair em decadência e as monarquias tremerem nas fundações; através de revoluções e constituições elas se tornaram instituições inúteis sujeitas à &#8220;vontade da nação,&#8221; e às vezes elas eram até expulsas por diferentes regimes. O princípio caracterizando este estado de coisas era: &#8220;O rei reina más ele não governa.&#8221; Junto com as repúblicas parlamentares a formação das oligarquias capitalistas revelou uma troca de poder da segunda casta (o guerreiro) para o equivalente moderno da terceira casta (a classe mercantil). Os reis das indústrias do carvão, óleo e ferro repõe os reis prévios de sangue e de espírito. A antiguidade, também, às vezes conhecia este fenômeno em formas esporádicas; em Roma e na Grécia a &#8220;aristocracia da riqueza&#8221; repetidamente forçou a mão da estrutura hierárquica por perseguir posições aristocráticas, minando leis sagradas e instituições tradicionais, e infiltrando a milícia, sacerdócio, ou c onsulado. Em tempos tard ios o que ocorreu foi a rebelião das comunas e o levante de várias formações <a href="http://www.centrostudilaruna.it/medioevo.html">medievais</a> de poder mercantil. A proclamação solene dos &#8220;direitos do Terceiro Estado&#8221; na França representou o estágio decisivo, seguido por variedades de &#8220;revolução burguesa&#8221; da terceira casta, que empregavam ideologias liberais e democráticas para seus próprios propósitos. De modo correspondente, esta era foi caracterizada pela teoria do contrato social. Nesta época o contrato social não era mais uma fidas de um tipo guerreiro baseado em relações de fidelidade e honra. Ao invés disso, ele tomou um caráter utilitário e econômico; ele se consistia num acordo baseado em conveniência pessoal e num interesse material que somente um mercador poderia ter concebido. Ouro se tornou uma poderosa e significativa ferramenta; aqueles que sabiam como adquiri-lo e multiplicá-lo (capitalismo, alta finança, trustres industriais), atrás das aparências da democracia, virtualmente controlava o poder político e os instrum entos empregados na arte da formação de opinião. Aristocracia deu lugar à plutocracia, o guerreiro, ao banqueiro e industrialista. A economia triunfou em todas as frentes. Comerciar com dinheiro e interesses devidos, atividades antes confinadas aos guetos, invadiu a nova civilização. De acordo com a expressão de W. Sombart, na terra prometida do puritanismo Protestante, Americanismo, capitalismo, e o &#8220;espírito Judeu destilado&#8221; coexistiram. É natural que dadas estas premissas congeniais, os representantes do Judaísmo secularizado viram os meios para conseguir que o domínio mundial se abrisse para eles. Neste respeito, Karl Marx escreveu:</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><em>Quais são os princípios mundanos do Judaísmo? Necessidade prática e a busca de sua própria vantagem. Qual é o seu deus terrestre? Dinheiro. O Judeu se emancipou num típico costume Judaico não apenas em que ele tomou o controle do poder do dinheiro, más também em que através dele, o dinheiro se tornou um poder mundial e o prático espírito Judeu do povo Cristão. Os Judeus se emanciparam enquanto os Cristãos se tornaram Judeus. O deus dos Judeus se tornou secularizado e se tornou o deus da terra. A permuta é o verdadeiro deus dos Judeus</em>. (2)</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0892819057/centrostudilarun" rel="nofollow"> <img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/0892819057.bmp" alt="Julius Evola, Men Among the Ruins: Post-War Reflections of a Radical Traditionalist" align="left" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> Na realidade, a codificação do tráfico com ouro como um empréstimo carregado com interesses, para o qual os Judeus foram previamente devotos desde que eles não tinham nenhum outro meio através do qual eles poderiam se afirmar, pode ser dito ser a completa fundação da aceitação do desenvolvimento aberrante de tudo o que é bancário, alta finança, e pura economia, os quais se espalham como um cancer no mundo moderno. Este é o tempo fundamental na &#8220;era dos mercadores&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Finalmente a crise da sociedade burguesa, luta de classes, a revolta proletária contra o capitalismo, o manifesto declarado na &#8220;Terceira Internacional&#8221; em 1919, e a correlata organização de grupos e das massas nos quadros próprios para a &#8220;civilização socialista do trabalho&#8221; &#8211; todos estes sustentam testemunho para o terceiro colapso, no qual o poder tende a passar para as mãos da mais baixa das castas tradicionais, a casta das bestas de carga e os indivíduos padronizados. O resultado desta transferência de poder foi uma redução do horizonte e valor para o plano da matéria, a máquina, e o reino da quantidade. O prelúdio para isto foi a Revolução Russa. Assim o novo ideal se tornou o ideal &#8220;proletário&#8221; de uma civilização comunista e universal. (3)</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Nós podemos comparar o fenômeno mencionado acima do despertar e emanação de forças subhumanas elementais dentro das estruturas do mundo moderno com uma pessoa não pode mais agüentar a tensão do espírito (primeira casta), e eventualmente nem mesmo a tensão da vontade como uma força livre que anima o corpo (casta guerreira), e quem assim cede às forças subpessoais do sistema orgânico e de repente reage quase magneticamente sob o impulso de outra vida que repõe a sua própria. As idéias e as paixões dos demônios logo escapam ao controle do homem e eles começam a agir como se eles teriam adquirido uma vida temerosa e autonôma por si próprios. Estas paixões minam nações e coletividades contra cada outra e resulta em conflitos e crises sem precedentes. Ao fim do processo, uma vez o colapso total teria ocorrido, as esperas por um sistema internacional sob os símbolos mortais do martelo e da foice.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0892815736/centrostudilarun" rel="nofollow"><img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/0892815736.bmp" alt="Julius Evola, The Mystery of the Grail" align="right" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> Tais são os horizontes encarando o mundo conteporâneo. Assim como é apenas por aderir para a livre atividade que o homem pode realmente ser livre e realizar seu próprio eu, da mesma forma, por focar em objetivos práticos e utilitários, realizações economicas, e o que quer que fora uma vez domínio exclusivo das castas inferiores o homem abdica, desintegra, perde seu centro, e abre a si mesmo para forças infernais das quais ele é destinado se tornar o instrumento inconsciente e sem vontade. Mais ainda, a sociedade contemporânea parece um organismo que se deslocou de um tipo humano para um subhumano, no qual cada atividade e reação é determinada pelas necessidades dos ditames da vida puramente física. Os princípios dominantes do homem são aqueles da parte material das hierarquias tradicionais: ouro e trabalho. Isto é como as coisas são hoje; estes dois elementos, quase sem exceção, afetam cada possibilidade de existência e dá forma às ideologias e mitos que claramente testemunham par a a gravidade da pervers ão moderna de todos os valores.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Não foi apenas o retrocesso de quatro partes que teve um escopo socio-político, más ele também inverteu cada domínio da civilização. Na arquitetura o retrocesso é simbolizado pela transferência do templo (primeira casta) como o edifício dominante, para a fortaleza e castelo (casta dos guerreiros), para a cidade-estado cercada por muralhas (era dos mercadores), para a fábrica, e finalmente para os edifícios tediosos e racionais que são as colméias do homem-das-massas. A família, que em suas origens tem uma fundação sagrada, transferiu-se para um modelo autoritário (patria potestas num mero senso jurídico), então para a burguesa e convencional, até que ela finalmente se dissolve quando o partido, o povo, e sociedade a substituem em importância e dignidade. A noção da guerra experimenta fases análogas: da doutrina da &#8220;guerra sagrada&#8221; e do mors triumpalis uma troca ocorreu para a guerra travada em nome do direito e honra do senhor de alguém (casta guerreira); no terceiro estágio conflitos são p roduzidos por ambições nacionais que são contingentes com os planos e interesses de uma indústria e economia supremacista (casta dos mercadores); e finalmente ali cresce a teoria comunista de acordo com a qual guerra entre nações é apenas um resíduo burguês, desde que a única guerra justa é a revolução mundial da classe proletária travada contra o mundo capitalista e assim chamado imperialista (casta dos sevos). Na dimensão estética uma troca ocorre de uma simbólica, sagrada arte quase relatada às possibilidades de predizer os eventos futuros e mágica (primeira casta), para a predominância da arte e poemas épicos (casta dos guerreiros); isto foi seguido por uma troca para a arte romântica, convencional, sentimentalista, erótica e psicológica que é produzida para o consumo da classe burguesa, até que finalmente, novas visões &#8220;sociais&#8221; ou &#8220;socialmente envolvidas&#8221; de arte começam a emergir que advogam uma arte para o uso e consumo das massas. O trabalho tradicional conhece a unidade sup erindividual caracteriza ndo as ordens: no Ocidente primeiro vieram as ascetas ordens monásticas; estas foram seguidas pelas ordens de cavalaria (casta dos guerreiros), que por sua vez foram seguidas pela unidade jurada nas lojas Maçonicas, que trabalharam duro para preparar a revolução do Terceiro Estado e o advento da demcoracia. Finalmente ali aparece a rede de quadros ativistas e revolucionários da Internacional Comunista (última casta), empenhada na destruição da ordem sociopolítica anterior.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0892816570/centrostudilarun" rel="nofollow"><img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/0892816570.bmp" alt="Julius Evola, Meditations on the Peaks" align="left" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> É no plano das éticas que o processo de degradação é particularmente visível. Enquanto a primeira idade foi caracterizada pelo ideal de &#8220;virilidade espiritual&#8221;, iniciação, e as éticas miradas na superação de todos os laços humanos; e enquanto a era dos guerreiros foi caracterizada pelo ideal de heroísmo, vitória, e senhorio, assim como pelas éticas aristocráticas de honra, fidelidade, e cavalaria, durante a era dos mercadores os ideais predominantes foram a economia pura, lucro, prosperidade, e a ciência como um instrumento de progresso industrial e técnico que empurra a produção e os novos lucros numa &#8220;sociedade consumista&#8221;. Finalmente o advento dos servos corresponde à elevação do princípio do escravo -trabalho- para o status de uma religião. É o ódio trabalhado pelo escravo que proclama sadisticamente: &#8220;Se alguém não trabalhar, não deixe-o comer&#8221; (2 Thess, 3:10). A estupidez auto-parabenizada do escravo criou incensos sagrados com a exaltação do suor humano, daí expressõ es como &#8220;O Trabalho dign ifica o homem&#8221;; &#8220;A religião do trabalho&#8221;; e &#8220;Trabalho como um dever ético e social&#8221;. Nós aprendemos previamente que o mundo antigo desprezava o trabalho apenas porque ele conhecia a ação; a oposição da ação ao trabalho como uma oposição entre o pólo livre, puro e espiritual, e o pólo impuro e material, impregnado apenas com possibilidades humanas, estava na base daquele desprezo. A perda do sentido desta oposição e a subordinação animalesca do primeiro ao último, caracteriza as últimas eras. E quando nos tempos antigos cada trabalho, através de uma transfiguração interna devido à sua pureza e seu sentido como uma &#8220;oferenda&#8221; orientada para cima pôde redimir à si mesmo até que se tornou um símbolo de ação, agora, seguindo uma reviravolta na direção oposta (que pode ser observada durante a época dos ervos), cada resíduo de ação tendeu a ser degradada à forma do trabalho. A degeneração da aristocracia antiga e ética sagrada na moralidade materialista, moderna e plebéia é expressiv amente caracterizada por tal troca do plano da ação para o trabalho. Homens superiores que viviam num não tão distante passado, tanto atuavam ou direcionavam ações. O homem moderno trabalha (4). A única diferença real hoje é aquela que existe entre os vários tipos de trabalho; ali há trabalhadores &#8220;intelectuais&#8221; e aqueles que usam seus braços e máquinas. Em qualquer evento, a noção de &#8220;ação&#8221; está morrendo no mundo moderno, junto com aquela da personalidade absoluta. Mais ainda, entre todas as artes encarregadas, a antiguidade reconhecia como a mais desgraçada aquela devotada à busca de prazer -minimaeque artes esa probandae, quae ministrae sunt voluptantum (5), isto, depois de tudo, é precisamente o tipo de trabalho mais respeitado nestes dias e época. Começando com o cientista, técnico, e político, e com o sistema racionalizado de organização produtiva, &#8220;trabalho&#8221; levou supostamente para a realização de um ideal mais ajustado para um animal humano: uma vida fácil que é mais agra dável e segura com a max imização do bem-estar de alguém e conforto físico. A geração contemporânea de artistas e &#8220;mentes criativas&#8221; da burguesia é o equivalente daquela classe de &#8220;servos de luxo&#8221; que atendiam ao prazer e distrações do patriciado Romano e mais tarde, dos senhores feudais medievais.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Então novamente, enquanto os temas próprios a esta degradação encontram suas expressões mais caracterísitcas no plano social e na vida contemporânea, eles não falham ao criar uma aparência de plano especulativo e ideal. Foi precisamente durante a época do humanismo que os temas plebeus e anti-tradicionais emergiram nas visões de <span class='bm_keywordlink'><a href="http://www.libriefilm.com/category/autori/giordano-bruno" target="_blank">Giordano Bruno</a></span> que, ao inverter valores tradicionais, exaltou a era do trabalho e esforço humano sobre e contra a Era Dourada (da qual ele conhecia absolutamente nada) em um costume masoquista e com autentica estupidez. Bruno chamou de &#8220;divina&#8221; a direção embrutecida da necessidade humana, desde que tal direação é responsável por produzir &#8220;crescentes artes e invenções maravilhosas&#8221;, por remover a humanidade adiante da Era Dourada que ele reconhecia como animalística e preguiçosa, e por tirar seres humanos de perto de Deus (6). Em tudo isto nós encontramos uma antecipação destas ideologias que, por virtude de seres conectados à época da Revolução Francesa, r econheciam o trabalho co mo o elemento principal do mito social e reviveram o tema messiânico em termo de trabalho e máquinas, todos ao mesmo tempo cantando os louvores do progresso. Mais ainda, o homem moderno, seja consciente ou inconsciente, começou a aplicar-se ao universo e projetou-se num plano ideal de experiências que ele aprendeu nas oficinas e fábricas e pelo qual a alma se tornou um produto. Bergson, que exaltou o élan vital, é um que drenou a analogia como apenas um moderno poderia entre atividade técnica produtiva inspirada por um mero princípio prático e os meios de inteligência próprios. Tendo coberto com ridículo a antiga idéia &#8220;inerte&#8221; de conhecimento como contemplação, O completo esforço da epistemologia moderna nas suas mais radicais trajetórias consiste-se em assimilar conhecimento ao trabalho produtivo, de acordo com os postulados: &#8220;Saber é fazer&#8221; e &#8220;Alguém pode apenas realmente saber o que um faz&#8221; (7).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">* * *</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">1. A idéia do retrocesso das castas, que eu referi previamente em meu panfleto <em>Imperialismo Pagano </em>(Roma, 1927), foi detalhado por V. Vezzani e por R. <span class='bm_keywordlink'><a href="http://www.centrostudilaruna.it/autore/rene-guenon/">Guénon</a></span> em seu <em>Autorité spirituelle et pouvoir temporel </em>(Paris, 1929); finalmente, ele foi exposto num costume independente por H. Berls em <em>Die Herufkunst des fünften Standes </em>(Karlsruhe, 1931). Esta idéia tem uma correspondência analógica com a doutrina tradicional das quatro eras, desde que cada uma das quatro castas tradicionais personifica os valores que tem predominado durante o processo de retrocesso de quatro partes.<br />
2. <em>Deutsch-französiche Jahrbücher</em>, Paris, 1844, pp. 190-212.<br />
3. D. Merezhkovsky, <em>Les Mysteres de l&#8217;Orient</em>: &#8220;A palavra &#8220;proletário&#8221; vem do Latim <em>proles</em>, que significa posteridade, generação. Proletários &#8216;produzem&#8217; e geram com seus corpos, más são eunucos espirituais. Eles não são homens e mulheres, más anônimos &#8216;companheiros&#8217;, formigas impessoais que são parte do formigueiro humano&#8221;.<br />
4. O. Spengler, <em>Untergang des Abendlandes </em>(Wien-Leipzig, 1919, vol. I, ppr. 513, 619). Trad. ingl.: <em>The Decline of the West</em>. O termo &#8220;ação&#8221; é aqui usado como um sinônimos para a atividade espiritual e desinteressada; assim ela pode ser aplicada para a contemplação, que na idéia clássica foi frequentemente reconhecida como a forma mais pura de atividade; ela tem seu objeto e objetivo em si mesma e não precisa de &#8220;algo mais&#8221; em ordem de ser implementada.<br />
5. Ciceron, <em>De offic.</em>, I, 42.<br />
6. <span class='bm_keywordlink'><a href="http://www.libriefilm.com/category/autori/giordano-bruno" target="_blank">Giordano Bruno</a></span>, <em>Spaccio della Bestia trionfante</em>, diálogo III.<br />
7. Veja A. Tilgher, <em>Homo faber</em>, pp. 120-121, 87.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">  (Tradução por Fabius Maximus Sanguinus)</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">* Este artigo é o capítulo 14, 2º Parte, do <em>Revolta contra o mundo moderno</em>, Inner Traditions International, Rochester, USA, 1995. Trad. por Guido Stucco.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas2.html">PARTE 2</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas.html' addthis:title='Retrocesso das castas &#8211; 1 ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Articoli di Julius Evola]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Julius Evola]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
	</item>
		<item>
		<title>Retrocesso das castas &#8211; 2</title>
		<link>http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas2.html</link>
		<comments>http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas2.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2000 16:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julius Evola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Articoli di Julius Evola]]></category>
		<category><![CDATA[Julius Evola]]></category>
		<category><![CDATA[Portoghese]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://runa.netsons.org/evolaretrocessodascastas2.html</guid>
		<description><![CDATA[Uma transferência progressiva de poder e tipo de civilização ocorreu de uma casta para a próxima desde tempos pré-históricos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas2.html' addthis:title='Retrocesso das castas &#8211; 2 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><img src="http://www.centrostudilaruna.it/category-icons/evola48x48.JPG" width="48" height="48" alt="" title="Julius Evola" /><br/><p align="justify"><em>Verum et factum convertuntur</em>. E desde que de acordo com o irrealismo típico destas correntes, (a) &#8220;ser&#8221; significa &#8220;saber&#8221;; (b) o espírito é identificado com a idéia; e (c) o produtivo e imanente processo de conhecer é identificado com o processo de realidade, o caminho da quarta casta é refletido nas regiões mais altas e se posiciona como sua fundamental &#8220;verdade&#8221;. Da mesma forma, ali há um ativismo no plano das teorias filosóficas que aparenta estar de acordo com o mundo criado pelo advento da última casta e sua &#8220;civilização de trabalho&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Falando de forma geral, este advento é refletido nas ideologias modernas acima mencionadas de &#8220;progresso&#8221; e &#8220;Evolução&#8221;, que tem distorcido uma irresponsabilidade &#8220;científica&#8221; de qualquer visão superior da história, promovido o definitivo abandono das verdades tradicionais, e criado os mais ilusórios álibis para a justificação e glorificação do homem moderno. O mito do evolucionismo é nada mais que a professão da fé do novo-rico. Se nos tempos recentes o Ocidente não mais acredita na nobreza das origens más na noção que a civilização se ergue como resultado do barbarismo, religião da superstição, homem do animal, (<span class='bm_keywordlink'><a href="http://www.libriefilm.com/category/autori/charles-darwin" target="_blank">Darwin</a></span>), pensamento da matéria, e toda a forma espiritual da &#8220;sublimação&#8221; ou transposição do material que origina o instinto, libido, e complexos do &#8220;inconsciente coletivo&#8221; (Freud, Jung), e assim por diante &#8211; nós podemos ver em tudo isto não mais que o resultado de uma busca desviada, más particularmente, e acima de tudo, um alibi ou algo que a civilização criada por ambo s os seres baixos e as r evoluções dos servos e párias contra a sociedade aristocrática antiga necessariamente tinha que acreditar em e desejar ser verdadeiro. Não há uma dimensão na qual, de uma forma ou de outra, o mito evolucionário não se sucedeu em infiltrar-se com consequências destrutivas; os resultados tem sido a queda de cada valor, a supressão de todo o sentido de verdade, a elaboração e ligação ao mesmo tempo (como num círculo mágico inquebrável) do mundo habitado por uma humanidade iludida e profanada. De acordo com o historicismo, o assim chamado Idealismo pós-Hegeliano veio a identificar a essência do &#8220;Espírito Absoluto&#8221; com sua &#8220;transformação&#8221; e sua &#8220;auto-criação&#8221; &#8211; este Espírito não era mais entendido como um Ser que é, que domina, e que possui a si mesmo; o auto-feito homem que quase se tonou o novo modelo metafísico.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0892811250/centrostudilarun" rel="nofollow"><img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/ridethetiger.jpg" alt="cover" align="right" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> Não é fácil separar o processo de retrocesso junto do caminho do ouro (era dos mercadores) do retrocesso junto do caminho do trabalho (era dos servos), desde que estes dias são interdependentes. Para os todos propósitos práticos, assim como hoje o trabalho como um dever universal não é mais percebido como um valor não-natural, absurdo e repugnante, da mesma forma, ser pago não parece ser repugnante más no contrário parece ser muito natural. Dinheiro, que não mais &#8220;queima&#8221; as mãos que toca, foi estabelecido como um laço invisível de escravidão que é pior e mais depravado que aquele que a alta &#8220;estatura&#8221; espiritual de senhores e conquistadores retia e justificava.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Assim como qualquer forma de ação tende a se tornar ainda outra forma de trabalho assim ela é associada com pagamento. E enquanto de um lado ação reduzida à trabalho é julgada pela sua eficiência nas sociedades contemporâneas, assim como o homem é valorizado pelo seu sucesso prático e pelo seu lucro; e enquanto, assim como alguém observou, Calvin agiu como um denunciante ao ver que lucro e riqueza foram cobertos em misticismo de uma eleição divina &#8211; por outro lado, o espectro da fome e desemprego espia sobre estes novos escravos como uma ameaça mais medonha que a ameaça do chicote nos tempos antigos.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Em qualquer evento, é possível distinguir uma fase geral na qual o desejo por lucro disposto por indivíduos solteiros que buscam riqueza e poder é o motivo central (a fase que corresponde ao advento da terceira casta) de uma fase adiante que ainda está se desvelando, caracterizada por uma economia soberana que se tornou quase independente ou coletivizada (o advento da última casta).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Neste respeito, é interessante notar que o retrocesso do princípio de &#8220;ação&#8221; para a forma própria para a casta inferior (trabalho, produção) é frequentemente acompanhada por um retrocesso análogo com respeito ao princípio de &#8220;asceticismo&#8221;. O que cresce é quase um novo asceticismo de ouro e trabalho, porque do jeito que ele é exemplificado por figuras representativas desta fase, trabalhar e acumular uma fortuna se tornam coisas que são desejadas e amadas por seu próprio propósito, como se elas fossem uma vocação. Assim nós vemos frequentemente, especialmente na America, capitalistas poderosos que aproveitam suas riquezas menos que o último dos seus empregados; ao invés de possuir riquezas e se livrar delas e assim empregá-las para financiar formas de magnificência, qualidade, e sensibilidade para vários preciosos e privilegiados espetáculos (como foi o caso nas aristocracias antigas), estas pessoas parecem ser meros gerentes de suas fortunas. Apesar deles serem ricos, eles buscam u m número crescente de at ividades; é quase como se eles fossem instrumentos ascéticos e impessoais cuja atividade é devotada a acumular, multiplicar, e jogar em redes ainda maiores (que às vezes afetam as vidas de milhões de pessoas e os destinos de nações inteiras) das forças sem face do dinheiro e da produção (8). Fiat productio, pereat homo, Sombart corretamente observou quando notando que a destruição espiritual e o vazio que o homem criou em torno de si mesmo, depois que ele se tornou &#8220;homo economicus&#8221; e um grande empreendedor capitalista, forçou-o a transformar sua atividade (lucro, negócios, prosperidade) num fim em si mesma, para amá-la e desejá-la pelo seu próprio propósito até que ele cai vítima da vertigem do abismo e o horror de uma vida que é totalmente sem sentido (9).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0892815531/centrostudilarun" rel="nofollow"><img src="http://www.centrostudilaruna.it/immagini/0892815531.bmp" alt="Julius Evola, The Doctrine of Awakening" align="left" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> Até a relação da economia moderna com as máquinas é significante em respeito ao despertar de forças que sobrepujam os planos daqueles que inicialmente as evocam e carregam tudo junto com elas. Uma vez todo o interesse por qualquer coisa superior e transcendente foi perdido ou riu-se dele, o único ponto de referência restante foi a necessidade do homem, num puro sentido animal e material. Mais ainda, o princípio tradicional da limitação da necessidade de alguém dentro do contexto de uma economia normal (uma economia balanceada baseada no consumo) foi resposta com o princípio da aceitação e multiplicação da necessidade, que foi paralela com a assim chamada Revolução Industrial e o advento da era das máquinas. Inovações tecnológicas levaram automaticamente a humanidade da produção para a superprodução. Depois que o frenesi &#8220;ativista&#8221; despertou e a frenética circulação de capital &#8211; que é multiplicado através da produção em ordem de pôr novamente em circulação através de investimentos produtivos mais adiante &#8211; foi posto em movimento, a humanidade finalmente chegou à um ponto onde o relacionamento entre necessidade e máquina (ou trabalho) foi totalmente revertido; ele não é mais a necessidade que requere o trabalho mecânico, más o trabalho mecânico (ou produção) que gera novas necessidades. Num regime de superprodução, em ordem para que todos os produtos sejam vendidos é necessário que as necessidades de indivíduos solteiros, longe de serem reduzidas, sejam mantidas e até multiplicadas para que o consumo assim possa aumentar e o mecanismo seja mantido funcionando em ordem de evitar o congestionamento fatal que poderia levar à uma das duas consequências: tanto guerra, entendida com o meio para a afirmação violenta por um grande poder produtivo e economico que clama não ter &#8220;espaço suficiente&#8221;, ou desemprego (greves industriais como uma resposta à crise no trabalho e mercado e no consumerismo) com suas posteriores crises e tensões sociais precipitando a insurreição do Quarto Estado. Enquanto um fogo começa outro fogo até que uma área inteira arda em chamas, assim é como a economia afetou a essência interna do homem moderno através do mundo que ele mesmo criou&#8230; Esta presente &#8220;civilização&#8221;, começando das estufas Ocidentais, estendeu o contágio para cada terra que era ainda saudável e levou para todas as camadas da sociedade e todas as raças os seguintes &#8220;presentes&#8221;: inquietação, insatisfação, ressentimento, a necessidade de ir mais adiante e mais rápido, e a inabilidade de alguém ter uma vida em simplicidade, independência, e balanço. A civilização moderna empurrou o homem adiante; ela gerou nele a necessidade de um número crescente de coisas; ela fez ele mais e mais insuficiente para si mesmo e impotente. Assim, cada nova invenção e descoberta tecnológica, ao invés de uma conquista, realmente representa uma derrota e um novo açoitamento numa corrida cada vez mais rápida cegamente tomando o lugar dentro de um sistema de condicionamentos que são crescentemente sérios e irreversíveis e que para a maioria passa despercebido. Assim é como os vários caminhos convergem: civilização tecnológica, o papel dominante da economia, e a civilização de produção e consumo todos complementam para a exaltação do tornar a ser e do progresso; em outras palavras, elas contribuem para a manifestação do elemento &#8220;demônico&#8221; no mundo moderno (10).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Reconhecendo as formas degeneradas de asceticismo, eu vou dispor um ponto fora do fenômeno que é mais apropriadamente conectado ao plano do &#8220;trabalho&#8221; (isto é, da quarta casta). O mundo moderno conhece uma versão sublimada do trabalho em que o último se torna &#8220;desinteressado&#8221;, desunido do fator economico e da idéia do objetivo prático ou produtivo e toma uma forma quase ascética; eu estou falando de esporte. Esporte é um meio de trabalho no qual o objetivo produtivo não mais importa; assim, esporta é desejado pelo seu próprio propósito e mera atividade. Alguém apontou que esporte é a religião do &#8220;colar azul&#8221; (11). Esporte é a típica falsificação da ação no sentido tradicional da palavra. Uma atividade sem propósito, ele é entretanto ainda caracterizado pela mesma trivialidade do trabalho e pertence ao mesmo grupo físico e sem luz de atividades que são perseguidas nos vários cruzamentos nos quais a contaminação plebéia ocorre. Embora através da prática do esporte é possível alcançar uma evocação de forças profundas, o que isto soma é o divertimento de sensações e um sentido de vertigem e no máximo, a excitação derivada do direcionamento da energia de alguém e vencer uma competição &#8211; sem qualquer referência elevada e transfigurativa, qualquer senso de &#8220;sacrifício&#8221; ou oferecimento desindividualizado sendo presente. Individualidade física é amada e fortalecida por esporte; assim a corrente é confirmada e cada resíduo de sensibilidade sutil é sufocado. O ser humano, ao invés de crescer num ser orgânico, tende a ser reduzido à um pacote de reflexos, e quase a um mecanismo. É também muito significante que as camadas mais baixas da sociedade são aquelas que mostram mais entusiasmo por esportes, exibindo seu entusiasmo em grandes formas coletivas. Esporte pode ser identificado como um dos sinais preventivos do tipo de sociedade representado por Chigalev em O Obcecado de Dostoyevsky; depois do tempo requerido havia passdo para uma educação equilibrada e metódica direcionada à ex tirpar o mal representad o pelo &#8220;Eu&#8221; e pela livre vontade, e não mais percebendo que eles são escravos, todos os Chigalevs voltam à experimentar a inocência e a felicidade do novo Eden. Este &#8220;Eden&#8221; difere daquele bíblico apenas porque o trabalho seria a lei universal dominante. Trabalho como esporte e esporte como trabalho num mundo que perdeu o sentido dos ciclos históricos, assim como o senso da verdadeira personalidade, pode provavelmente ser o melhor meio de implementar tal idéia messiânica. Assim, não é uma coincidência que em muitas sociedades, seja espontaneamente ou graças ao estado, grandes organizações esportivas se ergueram como os apêndices de várias classes de trabalhadores, e vice versa.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><strong>* * *<br />
</strong></p>
<p align="justify"><strong>Notas</strong></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">8. Veja M. Weber, <em>The Protestant Ethics and the Spirit of Capitalism</em>, no qual as raízes Protestantes de tal versão &#8220;ascética&#8221; do capitalismo são discutidas. Originalmente havia uma separação entre salário como uma &#8220;vocação&#8221; e o divertimento das riquezas, a última sendo vista abaixo como um elemento pecaminoso da deificação e orgulho da criatura humana. Naturalmente, no curso da história as considerações <a href="http://www.centrostudilaruna.it/religione.html">religiosas</a> originais foram eliminadas; hoje nós apenas encontramos formas puramente escrupulosas e seculares.<br />
9. W. Sombart, <em>Il borghese</em>.<br />
10. A palavra &#8220;demoníaco&#8221; não é obviamente entendida no sentido Cristão da palavra. A expressão &#8220;povo demoníaco&#8221; encontrado no <em>Bhagavadgita </em>aplica-se muito aos nossos contemporâneos: &#8220;Assim eles são importunados com preocupações inumeráveis que duram muito, todo sua vida, até a morte. Seus objetivos mais altos é a diversão sensual, e eles pensam firmemente que isto é tudo.&#8221; (16, 11).<br />
11. A. Tigher, <em>Homo Faber</em>, p. 162.</p>
<p align="justify">(Tradução por Fabius Maximus Sanguinus)</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">* Este artigo é o capítulo 14, 2º Parte, do Revolta contra o mundo moderno, Inner Traditions International, Rochester, USA, 1995. Trad. por Guido Stucco.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas.html">PARTE 1</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas2.html' addthis:title='Retrocesso das castas &#8211; 2 ' ><a href="http://www.centrostudilaruna.it//addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;username=xa-4d2b47597ad291fb" class="addthis_button_compact">Share</a><span class="addthis_separator">|</span><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.centrostudilaruna.it/evolaretrocessodascastas2.html/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
			<coop:keyword><![CDATA[Articoli di Julius Evola]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Julius Evola]]></coop:keyword>
		<coop:keyword><![CDATA[Portoghese]]></coop:keyword>
	</item>
	</channel>
</rss>

